segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Carta para o fim de Outubro

Oi, tem alguém aí?

Faz muito tempo que venho adiando minha volta ao mundo "Blogger" e por causa disso perco a maioria dos meus melhores pensamentos, aqueles bons que ocorrem logo antes da gente dormir mas somem quando a gente acorda. Maluquice. Pois é, ando procrastinando demais, evitando sentar pra colocar as ideias no papel, acho que evito pois acho que meus pensamentos são muito simples para outras pessoas lerem, sou tímida de escrita .


Final de outubro chegou e posso dizer que esses ultimos meses tem sido os melhores ! Me mudei de cidade, de casa, de carro, de vida, de personalidade e de problemas também, mas estou curtindo essa nova fase, estou me divertindo, vendo a roda da vida girando e sinto que nessa volta estou sentada do lado do sol, daquele que é gostosinho em dia frio, daquela cor tranquila, saudosa.

Eu olho pra essa cidade nova ainda sentindo como se estivesse conhecendo esse lugar pela primeira vez, como se eu nunca tivesse estado aqui. Eu encarro suas curvas como sempre novidade e a cada esquina aprendo algo novo que nunca reparei. A diversidade me encanta, o ar de história me fascina e olha que eu nem imaginava que estaria hoje aqui. Nossos planos eram UM DIA mudar pra cá mas, fala sério, quando a coisa se torna realidade a gente até assusta!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Cartas para Março.

Escolhi hoje pra escrever e nem vou poder usar uma entrada melancólica como por exemplo: manhã chuvosa. Porque de todos os dias de chuva que passaram escolhi logo hoje que está um sol lindo lá fora para começar minha carta para meu amigo Março.
Então para começar de forma diferente vou elogiar o céu lindo, o calor agradável e o vento bem vindo que passa pela minha casa.
Março, querido amigo. Mal começou a passar mas já somos bons amigos, de longa data. Te repito a 28 anos mas você sempre aparece com cara diferente, sempre de visual e ideias novas. Claro que isso é bem vindo, imagina só que tédio seria te ver em 28 anos com a mesma cara e expectativas?
Março, queria falar do que ando pensando velho amigo, das coisas bobas que você sabe que passam pela minha cabeça no mínimo um milhão de vezes, essa coisa de amor. O interesse e a necessidade de ter alguém ao seu lado porque sentimos que é aterrorizador estar sozinho, ser algo sozinho. Mas depois de 28 anos ao seu lado Março, pude me libertar disso, afinal de contas, tenho que entender que sou completa por mim mesma. Claro que é delicioso ter pessoas ao seu lado, dormir acompanhado e ter alguém pra ligar, o medo antes era real, hoje já não chega a tanto.
Ah mas você tem alguém e por isso é fácil falar - Eu sei que você vai me questionar.
Mas a mudança do pensamento não me veio pela chegadas de pessoas na minha vida e sim pelos anos que compartilhamos, mudança de pensamento pelo amadurecimento forçado, pela expectativa que eu seja melhor do que os outros Marços que passaram tão dolorosamente.
Eu sei velho amigo, que ainda não posso dizer que tenho a experiência de uma bem vivida, mas acredito que estou quase na metade do caminho que esperava chegar nos meus sonhos mais queridos.
Hoje sou feliz assim, e nos dias mais difíceis, quando sorrir parece drenar minhas forças eu penso no que ouvi em filmes e de pessoas do meu dia a dia mesmo, todos os dias eu escolho como encarar a vida, a escolha é minha e sempre vai ser minha. Não cabe a mais ninguém mandar ou desmandar em como devo sorrir ou chorar.
Ah Março, estou feliz hoje e é difícil pra mim escrever em dias assim, sempre me preocupei em escrever quando o sentimento predominante era a tristeza e por conta disso tudo fluia mais fácil. Escrever feliz é outra coisa, pra mim uma experiência nova. Espero então que essa minha carta te alegre um pouco e que nas próximas vezes que você estiver chegando me lembre de como começamos bem dessa vez e que deveriamos continuar  assim.


Querido Março, desejo que seus sentimentos por mim sejam tão bons quanto os meus por você. Uma reciprocidade verdadeira.


Um grande beijo de sua grande e intima amiga, Raquel.



ps: Suas chuvas são bem vindas também!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dádivas do primeiro de setembro.

Ontem conversei com Deus, chamei pra sentar do meu lado enquanto eu dirigia de volta pra casa, comecei então chamando:Pai


"Eu sei que ando fazendo muitas coisas que não tem Te agradado, que tenho duvidado e até mesmo esquecido de agradecer mas, de coração sou grata por tudo, pelos meus olhos que podem ver o céu, pelas minhas mãos perfeitas, pelos meus ouvidos, pelas minhas pernas, pela minha saúde que mesmo sendo um espinho na carne o Senhor sabe o que posso ou não aguentar.
Eu queria dizer que entendi tudo isso agora, porque eu era infeliz, porque precisava me afirmar,  mostrar pros outros o meu valor. Hoje eu entendi que minha felicidade estava nas mãos dos outros, quando eu achava que precisava de um título pra ser feliz, de uma carreira respeitada, de um salário alto no final do mês. Hoje eu entendi que não preciso disso porque o que importa é o que sou pra Ti, se eu conseguir nessa vida ser boa mãe, boa esposa e boa filha vou me sentir plena.
Claro que em alguns momentos eu me pego pensando que por não produzir algo meu valor é baixo, mas dai lembro o que o pastor Randolph disse pra mim: "Você faz o trabalho mais difícil, criar ser humano." E eu nunca tinha visto assim, eu estou criando um ser que serei referência pro resto da vida, que vai viver lembrando do que eu disse e que vai passar pra frente o que eu ensinar, se isso não é uma grande responsabilidade, um grande trabalho, o que seria então?
O emprego que bato o cartão e vou embora depois de 8 horas não tem tanto peso assim quando você pensa nisso. Então hoje eu sou feliz com a MINHA escolha, viver para minha família SIM, ser MÃE SIM, ser esposa SIM, ser dona de casa SIM, e que fique bem claro que não preciso de criticas, tenho um marido que supre todas as minhas necessidades, tenho um lar, um carro por conta, dinheiro no banco e comida pra comer e tudo isso sei que foi providência divina que sabia que um dia eu ia chegar aqui e ver tudo isso e agradecer. Obrigada Senhor por me dar o que eu nem sabia que precisava, Obrigada por me conhecer melhor do que eu mesma, Obrigada por responder as orações ocultas do meu coração. OBRIGADA todos os dias."




- Amém.



E então cheguei em casa feliz.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Raquel e Cia.

Quanta pressa, já está quase na hora de sair e eu me sentei aqui pra "falar".

Falar sobre o que..?

Ah, sobre fazer PELO menos uma postagem de 2016.... se não pula 1 ano e não é legal.



Então vamos contando até onde vamos.


Agosto de 2016 - check

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Essa moda.

São 7 horas da manhã de uma quarta-feira.
E eu aqui, ouvindo lifehouse e aproveitando um momento do meu dia pra colocar meus pensamentos aqui, nada organizado claro, a mais pura inspiração repentina.
No Imdb eu procuro filmes de terror, meu vício mesmo que dificilmente me sinto livre, as coisas que me assustam de alguma forma são necessárias. Estou em fase de tratamento de uma "doença" que eu vi chegando devagar, que eu vi aos poucos e nada pude fazer a não ser sentir e me quebrar perante ela. Ter pânico é difícil, de certa forma está na moda se sentir assim, qualquer medo ser demais e se dizer que está com Síndrome do Pânico, mas quem tem se tratado a mais de 1 ano como eu, não é legal e posso dizer com toda a certeza que preferia me quebrar do que me sentir sem chão e com um medo absurdo sem sentido.

Mas tenho encontrado força fora de mim, Deus tem sido a rocha que me mantém de pé e estou aos poucos me livrando de remédios que me dopam em relação a vida, não quero que seja assim, quero sentir tudo que seja, de todas as intensidades e não ficar fugindo e escolhendo como sentir através de pequenas bolinhas brancas.

As coisas tem andado melhores, tenho feito planos e parado pra pensar bem menos porque quando eu pensava demais isso era um grande problema. Mas estou planejando uma vira-volta na vida, concretizar sonhos e ter Fé acima de tudo. Quem sabe mudar a realidade de outras pessoas através da minha. Eu sou as mãos que trabalham mas quem manda a ordem é meu Pai.

Estou na metade da minha meta, estou andando ainda e consigo ver que a estrada se estica ainda além do horizonte e aprecio a vista, mesmo que esteja longe dos meus olhos eu sei que a estrada não é infinita, eu sei que posso chegar lá, eu sei que vou chegar.
A vida tem sido magnífica, a minha ultima consulta com a psicóloga foi uma sessão de risos e conversas leves, estou bem e Graças a Deus estou a meses da minha alta, coisas que parecia que seria pra minha vida toda hoje não me parece nada mais do que 6 meses de consultas mensais e cada dia mais evoluindo. Tenho uma família que é meu espelho, tudo fica bem, eu fico bem e eles ficam bem porque somos assim, somos 3 almas dentro do mesmo coração. Compartilhamos nossos sentimentos e entendemos como tudo funciona aqui, as vezes passamos dos limites ou deixamos coisas importantes passarem despercebidas, mas pedimos perdão sempre porque confiamos que podemos melhorar.

Estou feliz e isso me basta.


Obrigada meu Deus por ter tido fé em mim, por não me deixar, por juntar os cacos que eu era e me fazer inteira de novo. Obrigada por segurar minha mão quando eu não tinha nada pra segurar, obrigada por me puxar quando eu não conseguia mais segurar e obrigada por não deixar que meu coração fraco Duvide da Sua promessa, eu sei Deus que o melhor sempre vem de ti e eu Creio que se eu ainda estou aqui é pra Sua glória. Amém

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Aos 23.

Escolho as músicas mais bacanas, algumas como Calvin Harris e começo a escrever algo que não tem nada a ver com a melodia. A batida pra estourar meus tímpanos tem um motivo simples que posso descrever como: 23 anos.


Quando eu tinha 23 não entendia o que eu tinha pela frente. Engravidei e como qualquer pessoa normal achei que seria uma mudança ruim, ia perder muitas coisas pelas quais tinha imenso prazer em possuir, inclusive pessoas. Não digo que isso foi mentira, de fato perdi muitas pessoas quando me tornei mãe, pessoas que não acham que devem ter uma mãe como amiga ou que isso é um erro. O erro mesmo foi não ter aproveitado os 9 meses.
Aos 24 eu tinha uma linda princesa, cada dia uma novidade, andar, falar, fazer bagunças inimagináveis. Além das toneladas de dinheiro jogados fora apenas pelos brinquedos legais, roupas e sapatos. Mas por eles nunca é demais, nunca é desperdício.

Aos 25 eu já tinha uma vida sólida, decidida, uma mocinha indo pra escola e uma casa cheia de animais. Comecei a entender o que acontecia e ser grata por cada prato de comida, por cada centavo que estava no meu bolso escondido, ser grata pela água tratada e pela segurança de morar em um condomínio fechado quando muitos moram em meio aos tiroteios, escondendo seus filhos e orando por poder sobreviver mais um dia.

E então aos 26 eu perdi.
Perdi alguém que eu tinha como irmão, como meu amigo. Colecionávamos memórias e compartilhávamos gosto, eu era sua irmã mais velha, que falava coisas boas e sempre o defendia. Mas ele se foi justo nos 23 anos, quando eu comecei a viver.

23 era pra ser seu ano, planejar uma família, ter seus filhos e passar pelos mesmos momentos que eu, mas isso ele não pode mais ter...


Eu sinto muito Fábio, eu não entendi até agora porque sua hora chegou assim, tão rápido, tão sem aviso.... mas onde estiver quero que entenda que eu ainda  sou sua irmã de sangue, que te xingava e falava coisas rudes apenas por ter 3 anos a mais e que minutos depois estávamos rindo das mesmas bobagens. Eu te amo e um dia eu vou te ver de novo e te contar como senti sua falta.


Não é um Adeus, é um até logo ;)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

As dúvidas (parte 1)

As mãos dela arranhavam algo invisível na mesa, apenas uma tentativa de dissipar a tensão.
Ele se apoiava na parede com os braços cruzados em uma forma de proteção. Olhava pro chão tentando começar aquela conversa.

- Eu vi, eu sei do que eu vi, ele disse que te amava e você o que disse? - perguntou ele tentando parecer calmo.
- Eu não disse nada, já te respondi isso. - Ela disse começando a ficar nervosa.
Ele pegou o celular e abriu a mensagem, tornou a ler e sentir a dor.
- Você ama ele?
- Eu não sei se o que sinto chega a ser amor...
- Então você me traiu?
- Eu nunca tive nada com ele, foi uma coisa natural no trabalho. Sentamos frente a frente e conversamos sobre coisas cotidianas, um dia nos olhamos diferente e então recebi essa mensagem.
- E o que você pretende fazer? Porque pelo que eu saiba você ainda está comigo e isso tem 3 anos! Como você começa a gostar de um cara e eu sou o babaca que fica sabendo de tudo por uma merda de mensagem de celular?!
- Não precisa começar uma cena agora, vamos conversar sem alterar, somos adultos e conseguimos isso certo? E quanto a sua pergunta, eu NÃO sei o que fazer! Estamos juntos a 3 anos e tem sido tudo tão estranho, até hoje não casamos, não fazemos planos de ter filhos e nem sequer compramos nossa casa, moramos aqui nesse apartamento de aluguel...
- Pode parar! Não pode dizer que não fazemos planos pois se você quiser eu detalho os próximos 30 anos que quero passar com você, um par de filhos, uma casa com espaço pra ter até cachorro. Se é disso que sente falta posso dar agora.
- Não é isso, é essa sua mania de esperar a situação ficar pior pra poder ter uma atitude, essa sua apatia em relação a nós. Sua segurança de que eu nunca vou embora... você se acomodou.
- E você também...
- Claro que sim, por isso que quando alguém me ofereceu algo novo eu me apeguei demais e acabei com todos esses sentimentos aqui dentro - disse ela apontando pro peito.
- A pergunta principal ainda não teve resposta, o que você vai fazer?
- Acho que devemos dar um tempo.... eu até já arrumei outro apartamento....
- O que???? Disse ele nervoso, passando as mãos pelo cabelo e começando a andar sem rumo pela sala. - Você vai simplesmente me deixar enquanto "esclarece" sua situação com esse idiota? Não vai não.
- Claro que vou, não consigo ficar aqui com tudo isso acontecendo, você me pressionando porque está com medo de que eu não volte mais...- Disse ela mantendo a calma
- Claro que estou com medo, eu te vejo como minha mulher, se coloque em meu lugar e pense em ver sua mulher querendo sair de casa porque pode estar apaixonada por outro cara!- Disse ele sentando de frente pra ela, começando a se sentir desesperado
- Não venha com essa de me ver como sua mulher! Quantas vezes você ficou na casa dos seus amigos em festas porque havia bebido demais pra voltar? Quantas vezes você ficou no seu trabalho com a marcela por conta de "metas extras"?? Não me venha com essa de respeito....
- Você sabe que nunca houve nada com a marcela e que eu realmente estava trabalhando, e mesmo assim isso é passado. Estamos falando agora de uma coisa que vai mudar nossas vidas essa noite.
- André. Eu estou confusa e preciso de tempo, vou pra outro apartamento amanhã pra poder pensar no que vou fazer...-disse ela se levantando e buscando um copo para poder tomar alguma coisa pra ver se aquela confusão passava
- Você está mesmo me deixando Amanda, já que estamos dando nomes em vez de me chamar de amor...?
- Não sei o que vou fazer, não vou te dar uma resposta agora, a única coisa com certeza que posso te dizer é que amanhã eu vou sair pra outro apartamento e vou começar a arrumar algumas coisas agora.. - disse ela indo pro quarto
- Você vai pra onde? - perguntou enquanto a seguia ao quarto
- Não vou te dizer por enquanto. - Ela começou a procurar uma bolsa grande no guarda roupa
- Porque? Você vai pro apartamento dele? É por isso que não quer me falar? -
André puxou Amanda pelo braço e a fez olhar em seus olhos e perguntou.
- Diz agora que não me ama mais e eu deixo você em paz pra arrumar suas coisas e ir, mas se não conseguir eu vou lutar por você, eu não vou te deixar em paz até que volte pra casa!
Amanda lacrimejou e tentou dizer alguma coisa coerente.


Continua.