São 7 horas da manhã de uma quarta-feira.
E eu aqui, ouvindo lifehouse e aproveitando um momento do meu dia pra colocar meus pensamentos aqui, nada organizado claro, a mais pura inspiração repentina.
No Imdb eu procuro filmes de terror, meu vício mesmo que dificilmente me sinto livre, as coisas que me assustam de alguma forma são necessárias. Estou em fase de tratamento de uma "doença" que eu vi chegando devagar, que eu vi aos poucos e nada pude fazer a não ser sentir e me quebrar perante ela. Ter pânico é difícil, de certa forma está na moda se sentir assim, qualquer medo ser demais e se dizer que está com Síndrome do Pânico, mas quem tem se tratado a mais de 1 ano como eu, não é legal e posso dizer com toda a certeza que preferia me quebrar do que me sentir sem chão e com um medo absurdo sem sentido.
Mas tenho encontrado força fora de mim, Deus tem sido a rocha que me mantém de pé e estou aos poucos me livrando de remédios que me dopam em relação a vida, não quero que seja assim, quero sentir tudo que seja, de todas as intensidades e não ficar fugindo e escolhendo como sentir através de pequenas bolinhas brancas.
As coisas tem andado melhores, tenho feito planos e parado pra pensar bem menos porque quando eu pensava demais isso era um grande problema. Mas estou planejando uma vira-volta na vida, concretizar sonhos e ter Fé acima de tudo. Quem sabe mudar a realidade de outras pessoas através da minha. Eu sou as mãos que trabalham mas quem manda a ordem é meu Pai.
Estou na metade da minha meta, estou andando ainda e consigo ver que a estrada se estica ainda além do horizonte e aprecio a vista, mesmo que esteja longe dos meus olhos eu sei que a estrada não é infinita, eu sei que posso chegar lá, eu sei que vou chegar.
A vida tem sido magnífica, a minha ultima consulta com a psicóloga foi uma sessão de risos e conversas leves, estou bem e Graças a Deus estou a meses da minha alta, coisas que parecia que seria pra minha vida toda hoje não me parece nada mais do que 6 meses de consultas mensais e cada dia mais evoluindo. Tenho uma família que é meu espelho, tudo fica bem, eu fico bem e eles ficam bem porque somos assim, somos 3 almas dentro do mesmo coração. Compartilhamos nossos sentimentos e entendemos como tudo funciona aqui, as vezes passamos dos limites ou deixamos coisas importantes passarem despercebidas, mas pedimos perdão sempre porque confiamos que podemos melhorar.
Estou feliz e isso me basta.
Obrigada meu Deus por ter tido fé em mim, por não me deixar, por juntar os cacos que eu era e me fazer inteira de novo. Obrigada por segurar minha mão quando eu não tinha nada pra segurar, obrigada por me puxar quando eu não conseguia mais segurar e obrigada por não deixar que meu coração fraco Duvide da Sua promessa, eu sei Deus que o melhor sempre vem de ti e eu Creio que se eu ainda estou aqui é pra Sua glória. Amém
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Aos 23.
Escolho as músicas mais bacanas, algumas como Calvin Harris e começo a escrever algo que não tem nada a ver com a melodia. A batida pra estourar meus tímpanos tem um motivo simples que posso descrever como: 23 anos.
Quando eu tinha 23 não entendia o que eu tinha pela frente. Engravidei e como qualquer pessoa normal achei que seria uma mudança ruim, ia perder muitas coisas pelas quais tinha imenso prazer em possuir, inclusive pessoas. Não digo que isso foi mentira, de fato perdi muitas pessoas quando me tornei mãe, pessoas que não acham que devem ter uma mãe como amiga ou que isso é um erro. O erro mesmo foi não ter aproveitado os 9 meses.
Aos 24 eu tinha uma linda princesa, cada dia uma novidade, andar, falar, fazer bagunças inimagináveis. Além das toneladas de dinheiro jogados fora apenas pelos brinquedos legais, roupas e sapatos. Mas por eles nunca é demais, nunca é desperdício.
Aos 25 eu já tinha uma vida sólida, decidida, uma mocinha indo pra escola e uma casa cheia de animais. Comecei a entender o que acontecia e ser grata por cada prato de comida, por cada centavo que estava no meu bolso escondido, ser grata pela água tratada e pela segurança de morar em um condomínio fechado quando muitos moram em meio aos tiroteios, escondendo seus filhos e orando por poder sobreviver mais um dia.
E então aos 26 eu perdi.
Perdi alguém que eu tinha como irmão, como meu amigo. Colecionávamos memórias e compartilhávamos gosto, eu era sua irmã mais velha, que falava coisas boas e sempre o defendia. Mas ele se foi justo nos 23 anos, quando eu comecei a viver.
23 era pra ser seu ano, planejar uma família, ter seus filhos e passar pelos mesmos momentos que eu, mas isso ele não pode mais ter...
Eu sinto muito Fábio, eu não entendi até agora porque sua hora chegou assim, tão rápido, tão sem aviso.... mas onde estiver quero que entenda que eu ainda sou sua irmã de sangue, que te xingava e falava coisas rudes apenas por ter 3 anos a mais e que minutos depois estávamos rindo das mesmas bobagens. Eu te amo e um dia eu vou te ver de novo e te contar como senti sua falta.
Não é um Adeus, é um até logo ;)
Quando eu tinha 23 não entendia o que eu tinha pela frente. Engravidei e como qualquer pessoa normal achei que seria uma mudança ruim, ia perder muitas coisas pelas quais tinha imenso prazer em possuir, inclusive pessoas. Não digo que isso foi mentira, de fato perdi muitas pessoas quando me tornei mãe, pessoas que não acham que devem ter uma mãe como amiga ou que isso é um erro. O erro mesmo foi não ter aproveitado os 9 meses.
Aos 24 eu tinha uma linda princesa, cada dia uma novidade, andar, falar, fazer bagunças inimagináveis. Além das toneladas de dinheiro jogados fora apenas pelos brinquedos legais, roupas e sapatos. Mas por eles nunca é demais, nunca é desperdício.
Aos 25 eu já tinha uma vida sólida, decidida, uma mocinha indo pra escola e uma casa cheia de animais. Comecei a entender o que acontecia e ser grata por cada prato de comida, por cada centavo que estava no meu bolso escondido, ser grata pela água tratada e pela segurança de morar em um condomínio fechado quando muitos moram em meio aos tiroteios, escondendo seus filhos e orando por poder sobreviver mais um dia.
E então aos 26 eu perdi.
Perdi alguém que eu tinha como irmão, como meu amigo. Colecionávamos memórias e compartilhávamos gosto, eu era sua irmã mais velha, que falava coisas boas e sempre o defendia. Mas ele se foi justo nos 23 anos, quando eu comecei a viver.
23 era pra ser seu ano, planejar uma família, ter seus filhos e passar pelos mesmos momentos que eu, mas isso ele não pode mais ter...
Eu sinto muito Fábio, eu não entendi até agora porque sua hora chegou assim, tão rápido, tão sem aviso.... mas onde estiver quero que entenda que eu ainda sou sua irmã de sangue, que te xingava e falava coisas rudes apenas por ter 3 anos a mais e que minutos depois estávamos rindo das mesmas bobagens. Eu te amo e um dia eu vou te ver de novo e te contar como senti sua falta.
Não é um Adeus, é um até logo ;)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
As dúvidas (parte 1)
As mãos dela arranhavam algo invisível na mesa, apenas uma tentativa de dissipar a tensão.
Ele se apoiava na parede com os braços cruzados em uma forma de proteção. Olhava pro chão tentando começar aquela conversa.
- Eu vi, eu sei do que eu vi, ele disse que te amava e você o que disse? - perguntou ele tentando parecer calmo.
- Eu não disse nada, já te respondi isso. - Ela disse começando a ficar nervosa.
Ele pegou o celular e abriu a mensagem, tornou a ler e sentir a dor.
- Você ama ele?
- Eu não sei se o que sinto chega a ser amor...
- Então você me traiu?
- Eu nunca tive nada com ele, foi uma coisa natural no trabalho. Sentamos frente a frente e conversamos sobre coisas cotidianas, um dia nos olhamos diferente e então recebi essa mensagem.
- E o que você pretende fazer? Porque pelo que eu saiba você ainda está comigo e isso tem 3 anos! Como você começa a gostar de um cara e eu sou o babaca que fica sabendo de tudo por uma merda de mensagem de celular?!
- Não precisa começar uma cena agora, vamos conversar sem alterar, somos adultos e conseguimos isso certo? E quanto a sua pergunta, eu NÃO sei o que fazer! Estamos juntos a 3 anos e tem sido tudo tão estranho, até hoje não casamos, não fazemos planos de ter filhos e nem sequer compramos nossa casa, moramos aqui nesse apartamento de aluguel...
- Pode parar! Não pode dizer que não fazemos planos pois se você quiser eu detalho os próximos 30 anos que quero passar com você, um par de filhos, uma casa com espaço pra ter até cachorro. Se é disso que sente falta posso dar agora.
- Não é isso, é essa sua mania de esperar a situação ficar pior pra poder ter uma atitude, essa sua apatia em relação a nós. Sua segurança de que eu nunca vou embora... você se acomodou.
- E você também...
- Claro que sim, por isso que quando alguém me ofereceu algo novo eu me apeguei demais e acabei com todos esses sentimentos aqui dentro - disse ela apontando pro peito.
- A pergunta principal ainda não teve resposta, o que você vai fazer?
- Acho que devemos dar um tempo.... eu até já arrumei outro apartamento....
- O que???? Disse ele nervoso, passando as mãos pelo cabelo e começando a andar sem rumo pela sala. - Você vai simplesmente me deixar enquanto "esclarece" sua situação com esse idiota? Não vai não.
- Claro que vou, não consigo ficar aqui com tudo isso acontecendo, você me pressionando porque está com medo de que eu não volte mais...- Disse ela mantendo a calma
- Claro que estou com medo, eu te vejo como minha mulher, se coloque em meu lugar e pense em ver sua mulher querendo sair de casa porque pode estar apaixonada por outro cara!- Disse ele sentando de frente pra ela, começando a se sentir desesperado
- Não venha com essa de me ver como sua mulher! Quantas vezes você ficou na casa dos seus amigos em festas porque havia bebido demais pra voltar? Quantas vezes você ficou no seu trabalho com a marcela por conta de "metas extras"?? Não me venha com essa de respeito....
- Você sabe que nunca houve nada com a marcela e que eu realmente estava trabalhando, e mesmo assim isso é passado. Estamos falando agora de uma coisa que vai mudar nossas vidas essa noite.
- André. Eu estou confusa e preciso de tempo, vou pra outro apartamento amanhã pra poder pensar no que vou fazer...-disse ela se levantando e buscando um copo para poder tomar alguma coisa pra ver se aquela confusão passava
- Você está mesmo me deixando Amanda, já que estamos dando nomes em vez de me chamar de amor...?
- Não sei o que vou fazer, não vou te dar uma resposta agora, a única coisa com certeza que posso te dizer é que amanhã eu vou sair pra outro apartamento e vou começar a arrumar algumas coisas agora.. - disse ela indo pro quarto
- Você vai pra onde? - perguntou enquanto a seguia ao quarto
- Não vou te dizer por enquanto. - Ela começou a procurar uma bolsa grande no guarda roupa
- Porque? Você vai pro apartamento dele? É por isso que não quer me falar? -
André puxou Amanda pelo braço e a fez olhar em seus olhos e perguntou.
- Diz agora que não me ama mais e eu deixo você em paz pra arrumar suas coisas e ir, mas se não conseguir eu vou lutar por você, eu não vou te deixar em paz até que volte pra casa!
Amanda lacrimejou e tentou dizer alguma coisa coerente.
Continua.
Ele se apoiava na parede com os braços cruzados em uma forma de proteção. Olhava pro chão tentando começar aquela conversa.
- Eu vi, eu sei do que eu vi, ele disse que te amava e você o que disse? - perguntou ele tentando parecer calmo.
- Eu não disse nada, já te respondi isso. - Ela disse começando a ficar nervosa.
Ele pegou o celular e abriu a mensagem, tornou a ler e sentir a dor.
- Você ama ele?
- Eu não sei se o que sinto chega a ser amor...
- Então você me traiu?
- Eu nunca tive nada com ele, foi uma coisa natural no trabalho. Sentamos frente a frente e conversamos sobre coisas cotidianas, um dia nos olhamos diferente e então recebi essa mensagem.
- E o que você pretende fazer? Porque pelo que eu saiba você ainda está comigo e isso tem 3 anos! Como você começa a gostar de um cara e eu sou o babaca que fica sabendo de tudo por uma merda de mensagem de celular?!
- Não precisa começar uma cena agora, vamos conversar sem alterar, somos adultos e conseguimos isso certo? E quanto a sua pergunta, eu NÃO sei o que fazer! Estamos juntos a 3 anos e tem sido tudo tão estranho, até hoje não casamos, não fazemos planos de ter filhos e nem sequer compramos nossa casa, moramos aqui nesse apartamento de aluguel...
- Pode parar! Não pode dizer que não fazemos planos pois se você quiser eu detalho os próximos 30 anos que quero passar com você, um par de filhos, uma casa com espaço pra ter até cachorro. Se é disso que sente falta posso dar agora.
- Não é isso, é essa sua mania de esperar a situação ficar pior pra poder ter uma atitude, essa sua apatia em relação a nós. Sua segurança de que eu nunca vou embora... você se acomodou.
- E você também...
- Claro que sim, por isso que quando alguém me ofereceu algo novo eu me apeguei demais e acabei com todos esses sentimentos aqui dentro - disse ela apontando pro peito.
- A pergunta principal ainda não teve resposta, o que você vai fazer?
- Acho que devemos dar um tempo.... eu até já arrumei outro apartamento....
- O que???? Disse ele nervoso, passando as mãos pelo cabelo e começando a andar sem rumo pela sala. - Você vai simplesmente me deixar enquanto "esclarece" sua situação com esse idiota? Não vai não.
- Claro que vou, não consigo ficar aqui com tudo isso acontecendo, você me pressionando porque está com medo de que eu não volte mais...- Disse ela mantendo a calma
- Claro que estou com medo, eu te vejo como minha mulher, se coloque em meu lugar e pense em ver sua mulher querendo sair de casa porque pode estar apaixonada por outro cara!- Disse ele sentando de frente pra ela, começando a se sentir desesperado
- Não venha com essa de me ver como sua mulher! Quantas vezes você ficou na casa dos seus amigos em festas porque havia bebido demais pra voltar? Quantas vezes você ficou no seu trabalho com a marcela por conta de "metas extras"?? Não me venha com essa de respeito....
- Você sabe que nunca houve nada com a marcela e que eu realmente estava trabalhando, e mesmo assim isso é passado. Estamos falando agora de uma coisa que vai mudar nossas vidas essa noite.
- André. Eu estou confusa e preciso de tempo, vou pra outro apartamento amanhã pra poder pensar no que vou fazer...-disse ela se levantando e buscando um copo para poder tomar alguma coisa pra ver se aquela confusão passava
- Você está mesmo me deixando Amanda, já que estamos dando nomes em vez de me chamar de amor...?
- Não sei o que vou fazer, não vou te dar uma resposta agora, a única coisa com certeza que posso te dizer é que amanhã eu vou sair pra outro apartamento e vou começar a arrumar algumas coisas agora.. - disse ela indo pro quarto
- Você vai pra onde? - perguntou enquanto a seguia ao quarto
- Não vou te dizer por enquanto. - Ela começou a procurar uma bolsa grande no guarda roupa
- Porque? Você vai pro apartamento dele? É por isso que não quer me falar? -
André puxou Amanda pelo braço e a fez olhar em seus olhos e perguntou.
- Diz agora que não me ama mais e eu deixo você em paz pra arrumar suas coisas e ir, mas se não conseguir eu vou lutar por você, eu não vou te deixar em paz até que volte pra casa!
Amanda lacrimejou e tentou dizer alguma coisa coerente.
Continua.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
A dúvida.
Gostaria de dizer que consigo lidar com tudo isso, gostaria de poder te dizer que nunca vou deixar isso nos afetar. Mas você sempre me disse pra ser honesta e estou tentando dessa vez, mais uma vez...
Eu nem sei o que vim fazer aqui, nem sei se preciso ter um motivo... Aí que está, será que tudo isso, a vida, é tudo um motivo inválido? Uma coisa nula?
O que eu tenho de diferente de uma abelha?
Eu vivo por algum motivo, eu sou alguma coisa que faz sentido?
Esse abismo de incertezas me assombra, eu quero apenas saber se eu consigo deixar as coisas passarem...
número 420
Outro dia cheguei no seu portão, vi a janela aberta com um vento gostoso batendo na sua cortina e transformando toda aquela cena em algo maior do que era, digno de filme, eu só queria te chamar, dizer seu nome bem alto e esperar seu rosto aparecer na janela e sorrir sincero. Queria poder te mostrar o que comprei pensando em você, um presente. Queria saber se você gosta tanto de flores como sempre me disse, essas são as primeiras que compro pra alguém, sempre tive pra mim que só damos flores em ocasiões muito especiais: nascimento, morte e Amor. Então já da pra saber porque comprei essas não é?
Mas você não apareceu.
Acho que isso era mais um desejo mesmo, uma necessidade da minha alma saber que você ainda estava aqui. Tive um sonho de que você voltaria pra ver as flores que sua mãe sempre colocava na sala de estar quando estava feliz. Ela era muito importante pra você e por isso pensei que talvez as flores também fossem.
Mas acho que essa minha necessidade de te ver me fez cego, por alguns instantes realmente acreditei em mim, que havia me enganado e que você estaria me esperando como sempre... só que você foi embora assim como o Renato disse na música "cedo demais... e eu continuo aqui".
Você foi embora sem pedir permissão ao meu coração. E o pior ainda é que eu achava que era pra sempre, que a gente era pra sempre. Você dizia as vezes que se sentia triste por não entender seu lugar no mundo e eu sempre respondia que seu lugar era dentro de mim, que você não precisava de lugar melhor que esse. Se eu soubesse que sua dor era tão grande assim, talvez tivesse arrumado as suas malas e levado você pra ver o mar, a gente sempre fica feliz quando junta mar com por-do-sol.
Você me deixou aqui com essa dor misturada com saudade, sei lá se isso tem algum nome só... só sei que não é justo. Seu pai está empacotando suas coisas, já faz uma semana. Tento ajudar mas não consigo fazer muita coisa, lembranças demais sabe?
Peguei umas coisas suas pra mim, aquele cd que compramos juntos e aquele casaco que você usava no dia que te vi pela primeira vez. Eu só queria sentir você por aqui...
Eu deixei as flores no portão, nem sei se seu pai vai vir pegar ou se alguém vai levar embora.... a verdade é que elas não servem mais pra te deixar feliz...
Hoje eu estou melhor, parece que a dor está indo embora, e eu espero que esteja porque eu prometi que seguiria em frente. E é isso que vou fazer.
Mas obrigado por ter feito parte da minha vida. Obrigado por ter deixado eu te amar.
Obrigado.
Mas você não apareceu.
Acho que isso era mais um desejo mesmo, uma necessidade da minha alma saber que você ainda estava aqui. Tive um sonho de que você voltaria pra ver as flores que sua mãe sempre colocava na sala de estar quando estava feliz. Ela era muito importante pra você e por isso pensei que talvez as flores também fossem.
Mas acho que essa minha necessidade de te ver me fez cego, por alguns instantes realmente acreditei em mim, que havia me enganado e que você estaria me esperando como sempre... só que você foi embora assim como o Renato disse na música "cedo demais... e eu continuo aqui".
Você foi embora sem pedir permissão ao meu coração. E o pior ainda é que eu achava que era pra sempre, que a gente era pra sempre. Você dizia as vezes que se sentia triste por não entender seu lugar no mundo e eu sempre respondia que seu lugar era dentro de mim, que você não precisava de lugar melhor que esse. Se eu soubesse que sua dor era tão grande assim, talvez tivesse arrumado as suas malas e levado você pra ver o mar, a gente sempre fica feliz quando junta mar com por-do-sol.
Você me deixou aqui com essa dor misturada com saudade, sei lá se isso tem algum nome só... só sei que não é justo. Seu pai está empacotando suas coisas, já faz uma semana. Tento ajudar mas não consigo fazer muita coisa, lembranças demais sabe?
Peguei umas coisas suas pra mim, aquele cd que compramos juntos e aquele casaco que você usava no dia que te vi pela primeira vez. Eu só queria sentir você por aqui...
Eu deixei as flores no portão, nem sei se seu pai vai vir pegar ou se alguém vai levar embora.... a verdade é que elas não servem mais pra te deixar feliz...
Hoje eu estou melhor, parece que a dor está indo embora, e eu espero que esteja porque eu prometi que seguiria em frente. E é isso que vou fazer.
Mas obrigado por ter feito parte da minha vida. Obrigado por ter deixado eu te amar.
Obrigado.
Ensaio 1
"vem cá menina, deixa eu te tirar pra dançar no meio dessa chuva fria no meio da noite
vem cá menina, deixa eu te contar que dessa vida não se leva nada não...
vem cá menina, deixa eu te falar que meu coração está na sua mão
vem cá menina, deixa eu te provar que eu não sou besta, se eu te quero é pra vida inteira
vem cá menina, deixa eu te cantar uma melodia simples e terna pra que o sonho seja doce
vem cá menina, pára de me evitar... se quer ser feliz, vem pro meu lado, deixa eu te abraçar e fazer nosso pequeno segundo de felicidade infinita...
meu bem,
que seja durável meu amor, que seja agradável e que acima de tudo
que seja verdadeiro.
vem cá menina, deixa eu te contar que dessa vida não se leva nada não...
vem cá menina, deixa eu te falar que meu coração está na sua mão
vem cá menina, deixa eu te provar que eu não sou besta, se eu te quero é pra vida inteira
vem cá menina, deixa eu te cantar uma melodia simples e terna pra que o sonho seja doce
vem cá menina, pára de me evitar... se quer ser feliz, vem pro meu lado, deixa eu te abraçar e fazer nosso pequeno segundo de felicidade infinita...
meu bem,
que seja durável meu amor, que seja agradável e que acima de tudo
que seja verdadeiro.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Enquanto for bom.
Ele disse apontando pra sua cabeça, fazendo aquela cena parecer mais melancólica do que deveria. Ele estava sentindo dor mas não estava tão visível assim. Vinha de dentro, de um lugar onde a gente geralmente não tem como remediar e que ninguém consegue ver.
Já fazia algum tempo que ele não conseguia mais dormir, sempre que tentava fechar os olhos aqueles pensamentos o acertavam, e aquela música....aquela lembrança tão dolorosa.
Olhando pela janela, ele apreciava a chuva na madrugada e imagina quantas pessoas adoravam dormir com aquele barulhinho, ou mesmo os que apenas apreciavam o cheiro de primeira chuva. Era quase 4 da manhã, a luz amarelada do seu quarto tornava o ambiente quase uma cena de filme.
Ele sentou em sua escrivaninha, pegando um papel rabiscado com algumas frases e umas dezenas a mais de linhas cortadas, escondendo nomes e sentimentos.
Ele olhou muito tempo pra esse papel e finalmente o jogou fora, pegou uma nova folha, agora com mais certeza e rabiscou mais uma vez, sem erros e hesitações...
"-Eu não sou do tipo que junta as mãos pra rezar, as vezes quando estou muito feliz eu agradeço a Deus porque muita coisa boa que acontece comigo não é só "por acaso", deve ter alguém realmente organizando tudo, jogando os dados sabe? Mas hoje, eu mudei um pouco isso. Hoje eu pedi uma coisa, um pouco egoísta pelo ponto de vista mas, importante pra mim.
Pedi você.
Pedi que se for o certo pra nós, que nossos caminhos se cruzem e permaneçam o mesmo enquanto isso for bom. Pedi também poder cuidar de você, entender e apreciar ainda mais.
Tanta gente procurando sensatez e eu feliz por ter a chance de saborear sua loucura.
Pedi desculpas por querer algo tão egoísta mas que eu desejo tanto.
Bom, eu não queria manter isso em segredo porque não escondo isso de ninguém, e agora muito menos de você.
Então se de repente você começar a me amar sem nenhuma explicação, ta ai a prova de que alguém jogou os dados e eu ganhei.
Você.
Obrigada por ler até aqui, eu gostaria de dizer pessoalmente que te amo, mas ainda não sei se posso.Por enquanto então só escrevo eu te amo que não deixa de ser tão importante quanto eu te amo dito, tá?"
E ele largou a caneta, encostou na cadeira respirando aliviado. Envelopou a carta, pegou seu casaco e andou até a casa dela, não era tão longe.
Deixou a carta na caixa dos correios e voltou pra casa.
Naquele dia, dormiu.
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