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domingo, 15 de novembro de 2009

Como me apaixonei por você ( a decisão)

Cheguei ao castelo desnorteado. Não sabia o que fazer no próximo dia, quando a corte da duquesa chegasse.
Pensei em me fazer de sonso, de um péssimo governante. De me fazer de arrogante para espantá-los.

Fui para meus aposentos, me tranquei e comecei a ponderar possíveis opções para escapar do destino cruel que se desenrolava frente a mim.

Após algum tempo, surgiu a idéia - me lembrei de Tharion, um nobre que havia crescido comigo e havia ganho terras distantes. Ele não iria deixar nossa amizade de infância passar batido ao pedido de um favor meu.

Fui ao meu pai. Disse-lhe que gostaria de discutir o noivado. A cara de preocupado que ele fez chegou a ser cômica.
Expliquei-lhe que em uma de minhas viagens às terras de Tharion havia conhecido uma moça de sua corte que me pareceu muito apropriada para assumir o cargo de Rainha futuramente. Disse-lhe que ela era preocupada com o bem-estar da população e com a segurança dos campos. Era uma conhecedora daquelas terras de nosso reino e muito querida pela população. Como eram terras um pouco distantes, os súditos acreditavam que não lhes dávamos valor. A vinda de alguém da região para a corte seria interessante. Além disso, pai, estou apaixonado por ela. Sonho com ela todos os dias e não vejo a hora de ir vê-la novamente, mas infelizmente meus afazeres andam me tomando muito tempo.

Meu velho pai disse que sempre estranhou as minhas viagens para a terra de Tharion, e que sabia que eu não faria essas viagens frequentes apenas por um homem. Inicialmente, parece que meu plano estava indo conforme planejado. Ele chamou o médico real, e disse para me isolar em um quarto e falar à comitiva que eu estava com alguma doença contagiosa, qualquer uma que o médico conseguisse justificar o isolamento total. Desta forma, o pedido de noivado não poderia ser feito.

E assim foi feito. Durante os três dias da viagem, tudo o q fiz foi ouvir as vozes distantes e me isolar em meu quarto. Agora estava tudo ficando encaminhado. Havia apenas um único problema: eu deveria transformar Valentine em uma nobre. A história eu acredito que seria fácil, e que Tharion iria me ajudar. Porém, Valentine não possuía conhecimentos em heráldica, etiqueta e as formas de ser da nobreza.

Após esse tempo, saí e falei com meu pai que estava indo para o condado de Tharion, mas que iria buscar mantimentos na vila antes e explicar minha ausência para o povo. Fui até a casa de Valentine e disse para que se preparasse rápido. Iríamos viajar hoje. Para longe. Passar um tempo fora. Não lhe expliquei os motivos, creio que ela iria achar que iríamos fugir. Pegamos os mantimentos básicos, e antes do cair do sol daquele dia que marcaria nossas vidas para sempre, partimos em direção ao leste.

Durante a noite, começo a pensar em como contar a ela meu plano... E se ela não aceitasse?
Quando estávamos deitados à luz do luar, disse-lhe:

-Valentine, preciso te falar uma coisa muito séria e explicar o motivo dessa viagem.
Houve um silencio breve e pertubador
-Estou ouvindo Principe...
Respirei fundo tentando encontrar coragem em mim, aqueles olhos eram todos os motivos de coragem que eu precisava
- Estamos indo ao Condado de Tharion meu amigo de infância, dei o motivo de buscar mantimentos como desculpa mas estou indo por outro motivo tão importante quanto esse. Me dei conta de que não posso contrair matrimonio somente por diplomacia, eu não a amo. Eu quero você em minha vida, quero me casar com você mesmo que para isso tenha que te colocar na realeza.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Como me apaixonei por você (Encontro nas ruinas)

Passou-se algumas semanas desde que nós nos encontravamos com frequência e eu não aguentava de ansiedade. Vivia pelos campos procurando meu príncipe mas nada dele aparecer já fazia um tempo, um dia sem muitas esperanças recebi uma carta com o selo real "é ele" pensei ; ao abrir existia um recado simples e frio.

"Valentine, me encontre nas ruínas a meia noite de hoje.

Leve roupas quentes."


Senti algo de ruim percorrer meu corpo, logo ele que se declarava tão apaixonado agora não escrevia nada mais tão carinhoso.Me senti estranha por um momento mas logo passou.

O dia passou lento, arrastado como sempre passa quando você espera algo. Só que eu não sabia o que esperar, não sabia se era bom ou ruim e no fundo isso estava me matando.
Meus afazeres eram cuidar das ovelhas, ajudar meus irmãos mais novos ensinando a semear os campos e ajudar no que fosse preciso na cozinha. De certo modo me encher de coisas pra fazer me deixava de mente ocupada e não parava pra pensar no meu príncipe.

A tarde passou e a noite adentrou o tempo e fez meu coração bater descompassado por um instante. Me troquei apressada escolhendo bem as roupas de frio e parti.
Andei umas milhas adentro da floresta e logo cheguei as ruínas, vi uma luz fraca provinda de uma fogueira e meu sorriso foi inevitável.

Me aproximei e vi meu príncipe sentado, um belo monumento pra um escultor eu diria. Estava com olhar estranho para o fogo como se planejasse algo. Ao ouvir meus passos olhou assustado mas logo me reconheceu
-Boa noite meu senhor
E fiz um gesto de respeito
-Boa noite minha dama.
Ele se levantou, sorriu daquele jeito que me deixava sem ar.Mas eu mantinha minha pose, não podia ceder a uma paixão.

- Sobre o que queria falar meu príncipe?Algo pode ser tão ruim a ponto de ser dito a meia-noite?
- Sim Valentine. Algo tão ruim que sinto minha alma rasgar ao meio.
- O que seria então de tão sério?

Isso começava a me preocupar
- Estou prometido em casamento a uma filha de duque. Chegarão amanhã para o pedido de noivado.
Aquilo feriu-me por dentro, comecei a cair em pedaços. Meu coração nunca havia duido tanto como senti-o agora. Era latejante, quente...Não podia arrancar a dor mas eu queria forçando a mão sobre meu peito.
Desajeitadamente disse:

- ...Sinto muito ter aparecido na sua vida. Me perdoe príncipe
- Valentine, tenho uma proposta.
- Não, eu sinto muito eu não sabia de nada e não quero lhe comprometer com nada príncipe. Acho melhor eu ir embora e nunca mais nos vermos.

E o desespero tomava conta do meu peito, eu me sentia tonta. As lágrimas queriam sair, eu queria gritar que não queria perde-lo mas o que o faria ficar com uma camponesa?
Tentei sair de perto pra respirar porque o ar perto dele continha lembranças mas logo senti sua mão me puxando para perto

- Valentine me escute! Tenho uma proposta, vamos fugir dessas terras. Eu tenho dinheiro e conseguiremos nos manter em qualquer lugar. Meu pai irá me procurar mas nós fugiremos sempre.

Não conseguia raciocinar direito. Minhas mente estava nebulosa.

- Não!Deve cumprir com sua obrigação real. Não vou atrapalhar mais meu senhor. Sinto muito.

O Príncipe não parecia acreditar no que eu dizia, seu rosto me mostrava estar abismado com minhas palavras.

- Eu fui só uma de suas camponesas. Não passei de diversão. Vá e fique noivo será melhor pra nós.
- Você não foi minha diversão Valentine eu estou amando você...

Aquilo ecoou nas ruínas, era como uma flecha em meu coração. Eu queria abraça-lo, beija-lo até amanhecer o dia. Fazer promessas de amor. Eu queria mas não podia, tinha que terminar aquilo.

- Mas eu não estou amando você...
E as lágrimas rolaram escondidas, me mantinha de costas para o Príncipe para não ver a mentira em meus olhos

- Você está mentindo! Todo esse tempo que vem ficando comigo, me beijando e fazendo amor...tudo perfeito...
- Mas eu menti! Não somos nada meu senhor! Eu sou somente mais uma de suas camponesas...

O silencio doloroso. Eu queria correr e me jogar em seus braços.

- Não deveremos mais nos ver. Estou indo pra casa senhor e mais uma vez me perdoe por tudo



Já estava me virando quando o Príncipe me encostou na parede com uma certa brutalidade olhou bem nos meus olhos avermelhados de lágrimas e disse como musica:

- Eu sei que você me ama, eu posso sentir, eu ouço seu coração disparar quando estou perto. Você é o que eu quero Valentine e não vou desistir. Mesmo que tenha que comprar uma briga com meu pai eu farei isso por nós.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Como me apaixonei por você parte 2(continuação do Principe)

Voltei para casa desnorteado. Nunca esperava que uma mera camponesa conseguisse provocar tais sentimentos em um nobre príncipe. Naquela noite, o luar me fez companhia enquanto revirava em meus lençóis de seda.

Desde garoto sempre havia aproveitado muito a minha vida de descendente real. Havia estudado heráldica, diplomacia, justa, táticas e estratégias de guerra, e como manter meu povo satisfeito e seguro, para que pudesse trabalhar para mim. Sempre me diverti e utilizei todo o meu poder. No entanto, pela primeira vez sentia que algo estava além do meu controle. Algo que conseguia me manter acordado durante a noite.

No outro dia, conversei com meu pai. Expliquei que havia a necessidade de interrogar uma camponesa que não sabia o nome, mas ouvira dizer que era Valentine. Meu pai, já acostumado com minhas aventuras com mocinhas da vila, não estranho o pedido, e apenas me recomendou moderação. Porém, qual o efeito da palavra moderação sobre um jovem coração pulsante de amor e de paixão?

Concordei com meu velho pai, e chamei alguns de seus cavaleiros mais fiéis. Ordenei a busca pela jovem, que iria acompanhar de perto. Dei a descrição, para caso o nome fosse falso. Já ciente dos estratagemas comuns de guerra, sabia que podia ter sido vítima de uma mentira.

Todos partiram para se preparar para a jornada do dia seguinte. Sempre há a necessidade de um argumento bom para sair atrás de pessoas simples pela vila sem causar grandes alvoroços, e fui maquinar minhas razões. Ela havia sido vista por mim ferindo um carneiro de um outro camponês, e eu como o príncipe cuidadoso que sempre fui com meus súditos não iria deixar tal situação passar impune. Porém, do alto de toda minha magnanimidade iria oferecer-lhe a chance de um julgamento para que defendesse suas razões. Estava forjada minha desculpa.

No outro dia cedo nos reunimos no pátio do castelo e partimos em nossa jornada. Adentramos a cidade triunfantes do alto de nossos corcéis brancos. Inicialmente, ordenei não baterem nas casas, apenas perguntar aos transeuntes e trabalhadores que já estivessem a postos. Distribui moedas de ouro para as pessoas que me auxiliaram. Porém, após a manhã toda, a busca havia sido infrutífera. Almoçamos em uma taverna mesmo pois não havia tempo para retornar ao castelo.

Durante a tarde, ouvi rumores de que Valentine havia sido localizada. Bati em disparada para o local, porém ao chegar lá se tratava de outra jovem. Durante a tarde, mudei as ordens - faríamos pente fino em todas as casas. Procuramos durante horas, de maneira constante e dedicada. Porém, como se zombasse de nossos esforços, não consegui encontrá-la.

À noite, ao retornar para o castelo, percebi a hipnótica lua cheia, e me perguntei se a moça não seria apenas uma ilusão, produto de algum feiticeiro que buscava o mal para o descendente do trono. Após a janta, decidi sair para espairecer o espírito.

Qual não foi minha surpresa ao avistar de longe, enquanto cavalgava em nossos campos desertos, uma jovem dama de vestido branco esvoaçante. Era ela? Me recusava a acreditar. Apertei os esporos, e o cavalo saiu como um raio em sua direção. Ao me avistar, ela saiu correndo em retirada. Porém, por mais que tentasse correr, suas lindas pernas não eram páreo para os anos de treinamento de minha montaria. Aproveitei meus conhecimentos adquiridos em uma invasão mongol, e cavalgava sem as mãos. Quando estava passando próximo dela, segurei-a pela cintura e posicionei-a na garupa de meu cavalo. Tinha certeza que ela não ousaria qualquer coisa, devido à alucinada velocidade que estávamos.

Durante a cavalgada, percebia que ela tentava falar algo, porém o receio e o susto haviam lhe deixado ofegante. Cavalguei por mais alguns minutos, até alcançar uma clareira de relva macia ao lado de uma nascente.

Ao chegar no local, desci de meu cavalo e ofereci a mão para que ela descesse. Assim que desceu, deu-me um sonoro tapa no rosto:
-Meu príncipe, havias prometido nunca mais me procurar! És um príncipe desonrado, não és homem o suficiente para manter sua palavra?
-Bela dama, prometi manter-me afastado de Valentine, não de ti. Como creio que já saibas, no amor e na guerra, palavras são pouco confiáveis, e promessas se quebram como louças de cristal ao cair no chão. Acreditavas mesmo que depois de te ver conseguiria não voltar atrás de ti?

Enquanto falava, fui envolvendo-na lentamente com meu braço. Ela apresentou um pouco de resistência no começo, porém essa resistência foi nula quando olhei profundamente em seus olhos. Ao terminar de falar, aproximei meus lábios lentamente dos seus, e senti a respiração dela ofegante. Beijei-a levemente. Com o tempo, os beijos foram aumentando de intensidade. E então, ao final da noite, fizemos amor abençoados pela lua cheia do mês de Julho, a lua cheia mais bonita do ano devido à limpeza do céu nos meses frios. Ao final, perguntei-lhe seu nome, ao passo que ela me respondeu:
- Meu nome é e sempre foi Valentine. Fiquei sabendo de tua busca por mim, porém foste um tolo. Corri para dentro de uma vila onde não residia, e acreditaste.

Retirei minha capa e cobri a nós dois, para passarmos a noite.
Acordei antes do sol raiar, porém ela já não mais se encontrava lá. Ainda podia ouvir seus passos e suas risadas ecoarem pela floresta. Podia ver as marcas de seu corpo na relva úmida da manhã, e a leve brisa de sua saída. Haveria sido outra alucinação causada pela lua cheia? Mas tudo indica que foi tão real...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Como eu me apaixonei por você (versão 1)

Eu era pastora de ovelhas e você príncipe. E andando um dia por suas terras me avistou ao longe sentada em uma pedra com um cordeiro nos braços.
Se aproximou descendo do seu cavalo, eu não reparei tanto pois estava mais preocupada com outra coisa. Ao se aproximar percebeu que o cordeiro estava machucado e eu tentava ajuda-lo

- O que aconteceu senhorita?
- Essas terras são perigosas, não sei explicar o que aconteceu meu príncipe só sei dizer que o encontrei assim agora a pouco.
- Como afirma que minhas terras são perigosas se não passa de uma pastora de ovelhas?!
- Sei mais de SUAS terras do que o senhor meu príncipe. Não preciso andar 3mil milhas montada em um cavalo pra saber dos perigos que rondam os campos.
- E quais são?
- Fará alguma diferença eu responder ou não? Não passo de uma pastora...
- Eu ordeno que me respondas.
- Me perdoe príncipe, pode mandar me decapitar então porque não responderei

Eu não era muito educada com jovens nobres. Levantei-me com o cordeiro e sai em direção a fazenda onde eu morava e você veio atrás de mim.

- Pode dizer seu nome?
- Pra que?
- Como vou mandar mata-la?
- Não és senhor dessas terras? Me encontre.
- Você sempre age assim com os príncipes?
- Não, só com o senhor.

E não detive um sorriso. Você era lindo porem arrogante.Não perdia a oportunidade de ser grossa com você.
Continuamos caminhando.

- Qual seu nome?
- Vai me matar mesmo?
- Provavelmente...
- É Valentine.
- Então Valentine como planeja morrer?
- Eu acho que decapitar uma bela jovem sem fundamentos não fará bem a sua fama de principe justo.
- Não havia pensado por esse lado...
- Sugiro que use sua espada e me mate na beira do rio e jogue meu corpo na água...
- Então o farei.
- Não tem coragem.

Deixei o pequeno cordeiro junto com os demais pra trata-lo mais tarde. Agora tinha assunto mais importante.
Caminhamos até a beira do rio que havia próximo a minha casa e logo me virei para você

- Aqui estamos, vai me matar ou posso cuidar do cordeiro?

Você pegou a espada me olhando fixamente, andou ao meu redor como se procurasse o melhor lugar pra me ferir...

- Tem tanta vontade de morrer assim?
- Não...
- Eu sei onde te ferir que causará dor maior que a morte...

Você parou na minha frente, me olhou de cima a baixo colocando a mão em meu queixo analisou bem meu rosto

- Não tem rosto de camponesa
- Mas sou...
- Te darei uma chance de sobreviver, me diga, o que mais ama nessa vida e te deixarei viver se me convencer
- Me mate...
- Valentine, uma chance, não custa responder...uma resposta, nunca tive chance de conversas com camponeses e hoje encontrei alguém que não me trata como os demais, que me olha nos olhos e que sinto ser tão familiar. Não irei mata-la, eu sei que você sabe disso mas gostei do jeito que deixou essa brincadeira ser levada. Eu me sinto estranho estando aqui com você e minha vontade é ir embora e nunca mais te ver mas algo me fez te perguntar isso e perguntei...e estranhamente desejo muito saber sua resposta.
- Sim, responderei se prometer nunca mais me procurar.
- Não Valentine...
- Quer a resposta ou não?
- Quero...
- Então prometa!
- Prometo...
- O que eu mais amo nessa vida senhor príncipe é... você.

Dei-lhe um beijo no rosto e sai correndo sem olhar pra trás.

Quando estava de fato afastada gritei

- Cumpra sua promessa.