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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Eu juro

 Eu te disse naquele dia estranho que nossas estradas iam se cruzar 

eu te disse mais uma vez antes de dormir que estaria sempre aqui

eu repeti que eu esperaria você voltar

Eu continuo acreditando nisso daqui que a gente chama de destino.


Eu juro que te vi nos meus sonhos alguns anos atrás

Eu juro que acreditei em tudo que aquela cartomante disse

Eu juro que não vou voltar atrás não importa quem impedisse

Eu disse pra sempre e vou assim continuar segurando sua mão.

Alguém me disse que era ilusão

Alguém disse que eu estava acabando com as poucas coisas boas que eu tinha na vida

Mas no fundo eu sinto que tirei a maior sorte nessa roleta




sexta-feira, 9 de março de 2018

Casa desastrada.

Era uma casa muito engraçada, tinha teto, tinha tudo, não faltava nada.

Viviam ali uma família de três, além claro dos animais agregados, e eram felizes assim mesmo, em número ímpar.
Ela dona DA casa e dona DE casa, vivia de um lado pro outro tentando lembrar do que ainda havia pra fazer.
-Cuidado de casa parece que nunca tem fim.
- Cuida dela e esquece de mim
- Cuidado pra não escorregar no sabão
- Cuidado, não pisa descalço no chão
- Tem caco de vidro que achei do copo que caiu semana passada
-Tem barata e aranha, tem cama desarrumada
- Tem bagunça na sala e felicidade sem fim.



Ah casa desastrada.
Minha casa de amor assim.

Simplicidade.

Na onda da mudança, mudança mesmo, de vida, de casa, de cidade ela engole o choro
ela anda pela casa agora vazia e relembra do que deixou passar
ela anda pelo quarto da filha que poderia ter deixado as paredes serem rabiscadas
ela anda em seu quarto e lembra do armário sem portas que nunca foi um problema

Ela anda pelo quintal todo branco em azulejos e se questiona porque não deixou um jardim
Ela anda pela varanda da frente e sente falta da grama cheia de cumpim

Ela olha a bouganville na calçada da frente, que ela cuidou desde pequenina e vê a cor mais bonita da vida.

Ela se vira e olha sua casa, sua primeira casa, se despede com amor  e lágrimas.


Mais uma fase passada, mais um momento para lembrar que foi meu.




E ela fecha as malas e entra no avião, dá tchau pra casa, dá tchau pro mar.

Muda de ideia logo!

Ela escrevia sem parar naquele caderno velho, era sua alma vomitada, tudo que ela temia dizer em voz alta se encontravam em palavras rebuscadas e cheias de cores mas sua alma era cinza.
Ela era um ser estranho, coisas que ela dizia não fazia sentindo pra ninguém, ela deixava rolar em vez de planejar, ela deixava ao acaso o caos se tornar mansidão mas ela viu algo diferente naquele mês, algo que fez ela questionar sua vida.

-Gosta de preto ein?
- Reflete minha falta de exatidão, falta a definição disso também.- Ela sorriu pela primeira vez sem entender como isso vinha tão fácil quando ele estava perto.
- Gostaria de te ver sem isso daí, desnuda de suas atitudes que colocam tantos pontos de interrogação pra mim. - Ele apontou pro coração dela.
- Você acha que tem poder de me separar do que é intrínseco em mim? Estou costurada ao meu gosto e nada pode me fazer mudar. Nem minha própria vontade. 
- Você não acredita que posso tentar mais? Até mais que você?- O sorriso começou a brotar nele, era algo que ele vinha fazendo com mais frequência do que de costume.
- Nossa, sua fé é grande então. Se ela mover montanhas assim, pode tentar me mover também- Ela riu e isso era música doce.
Ele olhou aqueles lábios pálidos se moverem rindo e pararem se fechando, amolecendo em um estado natural. As mudanças dela ainda eram um mistério para ele, mas tudo que ele via era atraente. Tudo que ela fazia era intrigante e ele queria experimentar tudo, cada pedaço da alma dela.
- Não preciso de mover montanhas, meu desejo é válido quando eu só quero experimentar você, assim mesmo, sem mudar nada. Quero te juntar a mim, talvez ainda falte alguns pedaços nossos mas dá pra tentar mesmo assim, um brinquedo quebrado ainda da pra brincar se você parar pra pensar. As vezes as pilhas faltam mas ainda da pra empurrar.
As palavras que ele dizia tão poeticamente não eram suficientes pra ela. Ela nunca quis isso, ela queria realidade viva, queria carne e sangue. Queria alma assim, no verdadeiro formato sem partes escondidas ou silenciadas verdades. Queria sentir que podia ser ela mesma o tempo todo sem preocupações bobas que as pessoas teimam em levar  na vida.
-Você não pode tentar me validar, você não vai tocar minha alma ou a mim assim. Sou quebrada e gosto disso, me faz lembrar que erro e que nunca preciso ser perfeita em nada porque nasci imperfeita. Não se incomode com minha bagagem, com as coisas que eu levo comigo, meu peso eu não divido cabe apenas a mim e mais ninguém.
-Suas palavras são duras mas teu sorriso amolece a mim, eu vejo seus olhos brilharem quando falo em juntar nosso coração e você teima em ser só você, teima em levar a vida assim nessa estrada reta solitária. Não erga esses muros contra mim, eu não quero quebra-los, deixa eu te ajudar porque eu preciso de ajuda também.

Chuva por dentro.

A chuva.


Ela vem de jeito manso, avisando a todos que uma hora ela vai cair
ela chega enfim, e chora na terra, chora muito mais do que todo mundo espera.
e então ela é culpada. Apontam o dedo e dizem "perdi meu carro por sua causa"
"perdi minha casa".
E ela vai embora, deixa a gente com os estragos. Deixa a gente pra recolher os cacos.

Mas somos seres indecisos , reclamantes de alma. 
Quando ela some, por meses a gente grita pra ela voltar, pede desculpas, pede perdão, grita pra ela passar de novo.

E tudo se repete.
Um ciclo de reclamações e amores.


é igual aqui dentro de mim.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Carta para o fim de Outubro

Oi, tem alguém aí?

Faz muito tempo que venho adiando minha volta ao mundo "Blogger" e por causa disso perco a maioria dos meus melhores pensamentos, aqueles bons que ocorrem logo antes da gente dormir mas somem quando a gente acorda. Maluquice. Pois é, ando procrastinando demais, evitando sentar pra colocar as ideias no papel, acho que evito pois acho que meus pensamentos são muito simples para outras pessoas lerem, sou tímida de escrita .


Final de outubro chegou e posso dizer que esses ultimos meses tem sido os melhores ! Me mudei de cidade, de casa, de carro, de vida, de personalidade e de problemas também, mas estou curtindo essa nova fase, estou me divertindo, vendo a roda da vida girando e sinto que nessa volta estou sentada do lado do sol, daquele que é gostosinho em dia frio, daquela cor tranquila, saudosa.

Eu olho pra essa cidade nova ainda sentindo como se estivesse conhecendo esse lugar pela primeira vez, como se eu nunca tivesse estado aqui. Eu encarro suas curvas como sempre novidade e a cada esquina aprendo algo novo que nunca reparei. A diversidade me encanta, o ar de história me fascina e olha que eu nem imaginava que estaria hoje aqui. Nossos planos eram UM DIA mudar pra cá mas, fala sério, quando a coisa se torna realidade a gente até assusta!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Cartas para Março.

Escolhi hoje pra escrever e nem vou poder usar uma entrada melancólica como por exemplo: manhã chuvosa. Porque de todos os dias de chuva que passaram escolhi logo hoje que está um sol lindo lá fora para começar minha carta para meu amigo Março.
Então para começar de forma diferente vou elogiar o céu lindo, o calor agradável e o vento bem vindo que passa pela minha casa.
Março, querido amigo. Mal começou a passar mas já somos bons amigos, de longa data. Te repito a 28 anos mas você sempre aparece com cara diferente, sempre de visual e ideias novas. Claro que isso é bem vindo, imagina só que tédio seria te ver em 28 anos com a mesma cara e expectativas?
Março, queria falar do que ando pensando velho amigo, das coisas bobas que você sabe que passam pela minha cabeça no mínimo um milhão de vezes, essa coisa de amor. O interesse e a necessidade de ter alguém ao seu lado porque sentimos que é aterrorizador estar sozinho, ser algo sozinho. Mas depois de 28 anos ao seu lado Março, pude me libertar disso, afinal de contas, tenho que entender que sou completa por mim mesma. Claro que é delicioso ter pessoas ao seu lado, dormir acompanhado e ter alguém pra ligar, o medo antes era real, hoje já não chega a tanto.
Ah mas você tem alguém e por isso é fácil falar - Eu sei que você vai me questionar.
Mas a mudança do pensamento não me veio pela chegadas de pessoas na minha vida e sim pelos anos que compartilhamos, mudança de pensamento pelo amadurecimento forçado, pela expectativa que eu seja melhor do que os outros Marços que passaram tão dolorosamente.
Eu sei velho amigo, que ainda não posso dizer que tenho a experiência de uma bem vivida, mas acredito que estou quase na metade do caminho que esperava chegar nos meus sonhos mais queridos.
Hoje sou feliz assim, e nos dias mais difíceis, quando sorrir parece drenar minhas forças eu penso no que ouvi em filmes e de pessoas do meu dia a dia mesmo, todos os dias eu escolho como encarar a vida, a escolha é minha e sempre vai ser minha. Não cabe a mais ninguém mandar ou desmandar em como devo sorrir ou chorar.
Ah Março, estou feliz hoje e é difícil pra mim escrever em dias assim, sempre me preocupei em escrever quando o sentimento predominante era a tristeza e por conta disso tudo fluia mais fácil. Escrever feliz é outra coisa, pra mim uma experiência nova. Espero então que essa minha carta te alegre um pouco e que nas próximas vezes que você estiver chegando me lembre de como começamos bem dessa vez e que deveriamos continuar  assim.


Querido Março, desejo que seus sentimentos por mim sejam tão bons quanto os meus por você. Uma reciprocidade verdadeira.


Um grande beijo de sua grande e intima amiga, Raquel.



ps: Suas chuvas são bem vindas também!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dádivas do primeiro de setembro.

Ontem conversei com Deus, chamei pra sentar do meu lado enquanto eu dirigia de volta pra casa, comecei então chamando:Pai


"Eu sei que ando fazendo muitas coisas que não tem Te agradado, que tenho duvidado e até mesmo esquecido de agradecer mas, de coração sou grata por tudo, pelos meus olhos que podem ver o céu, pelas minhas mãos perfeitas, pelos meus ouvidos, pelas minhas pernas, pela minha saúde que mesmo sendo um espinho na carne o Senhor sabe o que posso ou não aguentar.
Eu queria dizer que entendi tudo isso agora, porque eu era infeliz, porque precisava me afirmar,  mostrar pros outros o meu valor. Hoje eu entendi que minha felicidade estava nas mãos dos outros, quando eu achava que precisava de um título pra ser feliz, de uma carreira respeitada, de um salário alto no final do mês. Hoje eu entendi que não preciso disso porque o que importa é o que sou pra Ti, se eu conseguir nessa vida ser boa mãe, boa esposa e boa filha vou me sentir plena.
Claro que em alguns momentos eu me pego pensando que por não produzir algo meu valor é baixo, mas dai lembro o que o pastor Randolph disse pra mim: "Você faz o trabalho mais difícil, criar ser humano." E eu nunca tinha visto assim, eu estou criando um ser que serei referência pro resto da vida, que vai viver lembrando do que eu disse e que vai passar pra frente o que eu ensinar, se isso não é uma grande responsabilidade, um grande trabalho, o que seria então?
O emprego que bato o cartão e vou embora depois de 8 horas não tem tanto peso assim quando você pensa nisso. Então hoje eu sou feliz com a MINHA escolha, viver para minha família SIM, ser MÃE SIM, ser esposa SIM, ser dona de casa SIM, e que fique bem claro que não preciso de criticas, tenho um marido que supre todas as minhas necessidades, tenho um lar, um carro por conta, dinheiro no banco e comida pra comer e tudo isso sei que foi providência divina que sabia que um dia eu ia chegar aqui e ver tudo isso e agradecer. Obrigada Senhor por me dar o que eu nem sabia que precisava, Obrigada por me conhecer melhor do que eu mesma, Obrigada por responder as orações ocultas do meu coração. OBRIGADA todos os dias."




- Amém.



E então cheguei em casa feliz.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

As dúvidas (parte 1)

As mãos dela arranhavam algo invisível na mesa, apenas uma tentativa de dissipar a tensão.
Ele se apoiava na parede com os braços cruzados em uma forma de proteção. Olhava pro chão tentando começar aquela conversa.

- Eu vi, eu sei do que eu vi, ele disse que te amava e você o que disse? - perguntou ele tentando parecer calmo.
- Eu não disse nada, já te respondi isso. - Ela disse começando a ficar nervosa.
Ele pegou o celular e abriu a mensagem, tornou a ler e sentir a dor.
- Você ama ele?
- Eu não sei se o que sinto chega a ser amor...
- Então você me traiu?
- Eu nunca tive nada com ele, foi uma coisa natural no trabalho. Sentamos frente a frente e conversamos sobre coisas cotidianas, um dia nos olhamos diferente e então recebi essa mensagem.
- E o que você pretende fazer? Porque pelo que eu saiba você ainda está comigo e isso tem 3 anos! Como você começa a gostar de um cara e eu sou o babaca que fica sabendo de tudo por uma merda de mensagem de celular?!
- Não precisa começar uma cena agora, vamos conversar sem alterar, somos adultos e conseguimos isso certo? E quanto a sua pergunta, eu NÃO sei o que fazer! Estamos juntos a 3 anos e tem sido tudo tão estranho, até hoje não casamos, não fazemos planos de ter filhos e nem sequer compramos nossa casa, moramos aqui nesse apartamento de aluguel...
- Pode parar! Não pode dizer que não fazemos planos pois se você quiser eu detalho os próximos 30 anos que quero passar com você, um par de filhos, uma casa com espaço pra ter até cachorro. Se é disso que sente falta posso dar agora.
- Não é isso, é essa sua mania de esperar a situação ficar pior pra poder ter uma atitude, essa sua apatia em relação a nós. Sua segurança de que eu nunca vou embora... você se acomodou.
- E você também...
- Claro que sim, por isso que quando alguém me ofereceu algo novo eu me apeguei demais e acabei com todos esses sentimentos aqui dentro - disse ela apontando pro peito.
- A pergunta principal ainda não teve resposta, o que você vai fazer?
- Acho que devemos dar um tempo.... eu até já arrumei outro apartamento....
- O que???? Disse ele nervoso, passando as mãos pelo cabelo e começando a andar sem rumo pela sala. - Você vai simplesmente me deixar enquanto "esclarece" sua situação com esse idiota? Não vai não.
- Claro que vou, não consigo ficar aqui com tudo isso acontecendo, você me pressionando porque está com medo de que eu não volte mais...- Disse ela mantendo a calma
- Claro que estou com medo, eu te vejo como minha mulher, se coloque em meu lugar e pense em ver sua mulher querendo sair de casa porque pode estar apaixonada por outro cara!- Disse ele sentando de frente pra ela, começando a se sentir desesperado
- Não venha com essa de me ver como sua mulher! Quantas vezes você ficou na casa dos seus amigos em festas porque havia bebido demais pra voltar? Quantas vezes você ficou no seu trabalho com a marcela por conta de "metas extras"?? Não me venha com essa de respeito....
- Você sabe que nunca houve nada com a marcela e que eu realmente estava trabalhando, e mesmo assim isso é passado. Estamos falando agora de uma coisa que vai mudar nossas vidas essa noite.
- André. Eu estou confusa e preciso de tempo, vou pra outro apartamento amanhã pra poder pensar no que vou fazer...-disse ela se levantando e buscando um copo para poder tomar alguma coisa pra ver se aquela confusão passava
- Você está mesmo me deixando Amanda, já que estamos dando nomes em vez de me chamar de amor...?
- Não sei o que vou fazer, não vou te dar uma resposta agora, a única coisa com certeza que posso te dizer é que amanhã eu vou sair pra outro apartamento e vou começar a arrumar algumas coisas agora.. - disse ela indo pro quarto
- Você vai pra onde? - perguntou enquanto a seguia ao quarto
- Não vou te dizer por enquanto. - Ela começou a procurar uma bolsa grande no guarda roupa
- Porque? Você vai pro apartamento dele? É por isso que não quer me falar? -
André puxou Amanda pelo braço e a fez olhar em seus olhos e perguntou.
- Diz agora que não me ama mais e eu deixo você em paz pra arrumar suas coisas e ir, mas se não conseguir eu vou lutar por você, eu não vou te deixar em paz até que volte pra casa!
Amanda lacrimejou e tentou dizer alguma coisa coerente.


Continua.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Enquanto for bom.

"- Tudo está tão silencioso mas meus pensamentos continuam fazendo muito barulho"
Ele disse apontando pra sua cabeça, fazendo aquela cena parecer mais melancólica do que deveria. Ele estava sentindo dor mas não estava tão visível assim. Vinha de dentro, de um lugar onde a gente geralmente não tem como remediar e que ninguém consegue ver.
Já fazia algum tempo que ele não conseguia mais dormir, sempre que tentava fechar os olhos aqueles pensamentos o acertavam, e aquela música....aquela lembrança tão dolorosa.
Olhando pela janela, ele apreciava a chuva na madrugada e imagina quantas pessoas adoravam dormir com aquele barulhinho, ou mesmo os que apenas apreciavam o cheiro de primeira chuva. Era quase 4 da manhã, a luz amarelada do seu quarto tornava o ambiente quase uma cena de filme.
Ele sentou em sua escrivaninha, pegando um papel rabiscado com algumas frases e umas dezenas a mais de linhas cortadas, escondendo nomes e sentimentos.
Ele olhou muito tempo pra esse papel e finalmente o jogou fora, pegou uma nova folha, agora com mais certeza e rabiscou mais uma vez, sem erros e hesitações...

"-Eu não sou do tipo que junta as mãos pra rezar, as vezes quando estou muito feliz eu agradeço a Deus porque muita coisa boa que acontece comigo não é só "por acaso", deve ter alguém realmente organizando tudo, jogando os dados sabe? Mas hoje, eu mudei um pouco isso. Hoje eu pedi uma coisa, um pouco egoísta pelo ponto de vista mas, importante pra mim.
Pedi você.
Pedi que se for o certo pra nós, que nossos caminhos se cruzem e permaneçam o mesmo enquanto isso for bom. Pedi também poder cuidar de você, entender e apreciar ainda mais.
Tanta gente procurando sensatez e eu feliz por ter a chance de saborear sua loucura.
Pedi desculpas por querer algo tão egoísta mas que eu desejo tanto.
Bom, eu não queria manter isso em segredo porque não escondo isso de ninguém, e agora muito menos de você.
Então se de repente você começar a me amar sem nenhuma explicação, ta ai a prova de que alguém jogou os dados e eu ganhei.
Você.
Obrigada por ler até aqui, eu gostaria de dizer pessoalmente que te amo, mas ainda não sei se posso.Por enquanto então só escrevo eu te amo que não deixa de ser tão importante quanto eu te amo dito, tá?"


E ele largou a caneta, encostou na cadeira respirando aliviado. Envelopou a carta, pegou seu casaco e andou até a casa dela, não era tão longe.
Deixou a carta na caixa dos correios e voltou pra casa.
Naquele dia, dormiu.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Teaser 1.0

Dan acordou com o coração acelerado, suando frio e com a respiração ofegante do tipo que se tem quando se corre muito. Tivera um pesadelo, desses tensos que fazem a gente até chorar de verdade. Olhou pro teto por alguns segundos tentando entender onde estava, nada ali parecia familiar. Olhou para o lado e viu seu irmão dormindo, calmo e sereno. Sentiu um alivio e caiu em si,estavam em um hotel barato, desses de beira de estrada.Era tão comum estar sempre viajando que nunca tinha tempo suficiente pra se acostumar com a cama ou com alguma coisa.
Dan virou para o lado e fechou os olhos, tentou pensar no pesadelo que havia tido. Uma cena simples, ele via sua mãe no chão do banheiro, com o sangue jorrando de sua garganta cortada, via a janela do quarto quebrada e alguém fugindo, esse alguém olhava pra Dan, mas o quarto estava escuro e não se conseguia ver mais nada. Enquanto Dan lembrava acabou sendo embalado por um segundo sonho, um mais calmo, cotidiano. Sonhava que corria, sem saber de onde vinha mas ouvindo sempre alguém o mandando não parar. Corria por alguma coisa ou por alguém.