sábado, 25 de junho de 2011


Eu me sinto sempre assim, sem eira nem beira.
Sentindo como um animal em cativeiro, pronto pra correr a primeira oportunidade de liberdade.

É tão sufocante sentir essa falta. Uma dor lacerante que nunca será curada.
Eu ainda não tenho o auto controle de me fazer ficar bem, eu ainda não aprendi a ignorar tudo o que sinto.

Eu ainda não aprendi a não pensar em você.
Seja apenas pra saber se você pensa em mim também.

Sabe como é sentir uma sede eterna? Como se nada nesse mundo pudesse te saciar?

É como me sinto agora, como me sinto a tanto tempo.

E tenho que fingir, tenho que me deitar e conseguir dormir. Mentindo pra mim...



Ignorando meus sentimentos.
E vivendo mais um dia.


o desejo de nunca ter provado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Boa Sorte na proxima vida!

Eu ouvi isso de mim, "Boa sorte na próxima vida". Essa já deu o que tinha que dar.
Infelizmente eu constatei pelas minhas dores que ignorar não muda a realidade e que a dor latejante estando no peito, ela não passa, a gente se acostuma e cria a mania de dizer que não a sente mais. Eu ainda sinto cada pontada das minhas decepções. Cada pedaço que não foi encaixado e as esperanças que criei em torno de pessoas que julguei merecedoras de afeto.
Eu tento a todo o custo levantar sorrindo e dizendo ao mundo como tudo está belo, mas a realidade nem se quer se da ao trabalho de me desmentir, eu mesma sei o quanto minto, eu mesma aguento o peso desse fingimento.
Tudo começou a dar errado quando eu acreditei que estava pronta pra ser feliz, que havia encontrado a minha pedra filosofal. Algo que iria me satisfazer eternamente. Mas claro, errei mais uma vez, só que não mudei quando vi o erro, fiquei insistindo e foi nisso que me afundei. Uma vez que errando você começa de novo e não insiste no erro.

"Já são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora mas, ainda sei me virar".


Agora estou sem muitas saídas, as mesmas desesperadas de sempre e algumas novas. Só que agora eu tenho um pedacinho de mim na vida, respirando e precisando de mim. Gostaria de ter evitado tudo até agora, ter evitado tanto sofrimento, mas como não sei como voltar e refazer vou abraçar a dor. Vou aceitar o que tiver que aceitar e viver, ninguém morre de sofrimento... pelo menos eu imagino isso.

Ser forte não por mim, pois de mim já desisti. Ser forte por ela, que vai aprender comigo sobre esse mundo.
Espero que ela seja melhor do que eu.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Quando somos pequenos e caímos, nem precisamos ter um arranhão mas já choramos o bastante. Como se fosse a pior dor do mundo.
A medida em que vamos crescendo os adultos nos cobram não chorar, dizendo que isso é coisa de gente fraca. Aprendemos a engolir a angustia, a partir de então.
A vida machuca, de todos os lados e não podemos chorar, não podemos gritar pois isso é ser fraco.
O que fazer então?
As antigas marcas ainda doem, o meu grito se tornou mudo.
As sombras no corredor se movem lentamente enquanto eu tento achar uma solução, me sinto presa e a chave das correntes ainda não pude encontrar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Des-apego.

Eu me iludi por um bom tempo, pensando que meus sonhos eram reais. Foi quando me deparei com duas coisas novas. Uma delas aconteceu de uma forma leve, ganhei um texto sobre mulheres celtas.
"Nunca amam um homem que não as ame mais antes".
E a outra que aconteceu foi, dar valor demais a coisas passageiras da vida.
Tudo tem seu tempo de validade, nos enganamos colocando a expressão "eterno" no que obviamente nos agrada. Tudo que é bom tem seu tempo pra acabar, se fosse pra sempre, logo logo não saberíamos dar real valo.
Seja amizade, amo, ou qualquer tipo de relacionamento. Tudo tem seu tempo de diminuir ou acabar. Algumas pessoas encontram formar de dar combustível sempre, mas uma vez frio, não se aquece novamente.
Ontem ouvi uma frase sobre isso, que "amizade, assim como amor, é que nem café. Uma vez frio, ao ser reesquentado jamais volta a ter o mesmo sabor."
Sinto muito afirmar que por experiência que é verdade.
Mulheres que são como eu, que fantasiam demais, tem esperanças demais e que esperam o homem de filme de romance meloso, homem perfeito em tudo. Que adivinhe seus pensamentos e se declare de milhões de formas diferentes, tendem a sofrer uma queda um pouco mais bruta do que as outras, mais esclarecidas, que praticam essa palavrinha do título.
Des-apego.
Eu já vi muita gente falar sobre, em relação as coisas materiais, mas nunca acreditei que era saudável praticar isso com os sentimentos.
Mas como forma de proteção, as vezes radical demais, vejo que essa é a ultima saída. Acreditar que tudo é eterno quando na verdade somente um amor é realmente, de Pai e Filho.
Desapegar de alguém não quer dizer deixar de amar, quer dizer apenas deixar de ser dependente do sentimento. O amor não deixa de existir, apenas essa necessidade boba de constante demonstração.
Sobre minha experiência com isso, posso afirmar que a vida se torna mais "leve".
Quando não existe a obrigação e nem a necessidade de alguém me dar valor, eu mesma faço isso por mim. Eu mesma me amo o suficiente, não preciso de amor alheio pra me sentir querida.

Pratique o desapego mas apegue-se mais a si mesmo. No final das contas, estamos sozinhos mesmo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Agradecimentos I

Antes que pareça que esperei tempo demais e correndo o risco de parecer adiantada vou fazer os agradecimentos de coisas que, pra mim, são importantes de uma maneira tão grande quanto a própria vida.

Agradeço pelos dias ensolarados e frescos que tenho e pelas plantas que crescem na varanda.
Agradeço pelo bom e gostoso café da manhã que recebi na cama do meu amor.
Agradeço por tê-lo, imutável, ao meu lado...
Agradeço por ter te encontrado amor, não em qualquer esquina ou de qualquer maneira, mas tudo na medida certa pra ser assim...

Agradeço pelas pessoas que vivem bem, desejando e transmitindo amor, isso deve manter o equilíbrio do universo, acredito.

Agradeço por ter pessoas maravilhosas ajudando em cada mudança da minha vida, se mostrando dispostas a darem um colo quando preciso.

Agradeço pela saúde de todos que amo, que Deus permita que elas fiquem por perto por mais tempo. Eu sempre acho qualquer coisa menos que eterno, pouco demais.

Agradeço por hoje ser um bom dia, com um sol entrando pela janela e um céu azul e cheio de nuvens, alias...Agradeço por poder ver isso apenas esticando o pescoço pro lado.

Agradeço pela boa gente que fazem coisas pequenas como, ajudar um animal de rua ou não jogar lixo no chão, gestos hoje em dia tão raros.


Por hoje agradeço especialmente pela vida maravilhosa que tenho, pelo amor incomparavel, pela felicidade que os dias me trazem e pela tranquilidade.


Amém.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se tudo fosse como imaginamos, um universo totalmente diferente certamente, eu teria feito algumas coisas diferentes.

Eu teria acreditado em meus amigos em vez de acreditas nas pessoas que me colocaram pra baixo. Algumas vezes a resposta certa não é tão clara e acabamos embarcando na mais segura.

Eu teria acreditado mais em mim e teria me cobrado mais. Teria perdido mais tempo com problemas reais em vez de inventar um motivo pra me sentir triste.

Eu teria usado mais xampus de morango, apenas porque eu gosto do cheiro. Deixaria toda aquela baboseira, "o que os outros pensam" , de lado.

Eu teria comido quantos sorvetes tivesse vontade, mesmo com a garganta ruim. Só vejo hoje quanto cuidado em vão eu tomei. A doença sempre chegava em mim... de uma maneira ou de outra.

Eu teria escrito mais cartas de amor e menos bilhetes tristes endereçados aos não merecedores.

Não teria dedicado tanto tempo pra consertar problemas alheios, eu realmente sofria quando via alguém triste. Sofria mais do que deveria.

Eu teria curtido todos os dias 25 de Dezembro. Acho que já perdi uns 10. Só eu me dedicava a montar a árvore, a primeira árvore da minha casa tinha uns 80cm e fui eu quem comprei. Fui a primeira a monta-la e a ultima uns 4 anos depois.

Certamente eu teria escrito mais cartas ao papai noel, teria me vestido de índia, pintado meu rosto de coelha e teria ido a 7 de Setembro.

Eu não teria dito uma mentira que me prenderia durante tanto tempo. Teria me aliviado e a ele também.

Eu teria deixado certas coisas de lado, ou não. Pois o presente no meio do furacão era tão lindo que eu esquecia de correr e me esconder.

Eu teria mudado meu jeito de falar antes de estragar alguns momentos.
Teria levado um cobertor a mais algumas vezes.

Eu teria acreditado no meu signo.

Eu teria te conquistado antes. Assim, a paranóia nunca ia chegar em mim.