sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Tijolos.




Ele dizia, todas as manhãs aquelas palavras que viraram mantra:

"- Hoje vai ser diferente, porque as escolhas que eu faço são os tijolos do meu caminho. Estou andando por eles agora, e enquanto eu estiver usando bons tijolos meu caminho permanecerá firme."

Quase uma oração. Um apelo real, de coração.
Ele pega sua mochila, pesada como sempre, carregando seus sonhos e projetos. Ele abre a porta, sorri pro dia que se mostra e com seu pé direito enfrenta mais uma vez todo seu caminho...









Raquel. Duarte

sábado, 24 de março de 2012

Things Change

Eu sempre esperei que você mudasse, sim, eu esperei até hoje. Acho que as vezes que, carinhosamente, te chamei de perfeito fizeram você acreditar que não precisava ser melhor...
Você é bom em outras coisas, onde claramente se dedica mais, ao seu trabalho, aos seus estudos, as coisas que te cercam que não seja uma pessoa, contando que não seja eu, tudo está bem.
A única coisa que você esqueceu é que eu sou volúvel, e já dei tantas indiretas, todas as vezes que disse que acho que não daríamos mais certo, todas as vezes que disse que não era mais apaixonada como era antes... será que não fui clara o suficiente?

Uma coisa que eu vejo quando te olho, é alguém que nunca teve que se preocupar pois a antiga namorada nunca reclamava de nada, e você se sentia excluído e mesmo assim ficou com ela 2 anos sem abrir a boca pra reclamar de verdade! Esse não é o tipo de atitude que uma pessoa deve ter... parece que você aceita tudo que vier, do jeito que vier. Infelizmente eu não aceito, isso eu sempre deixei claro.

Eu só tenho rosas na minha vida, não aceito margaridas...

Não diminuindo a beleza das margaridas, mas ao lado das rosas, elas parecem apenas adolescentes. Enquanto as rosas se mostram tão maduras e delicadas.

Ei cara, acorda enquanto a tempo, se você acha que tem alguma coisa errada, faça algo, tente salvar isso que você diz que te importa... tente ao menos mostrar que você se importa, pode ser que a tentativa dê certo logo na primeira.


Você tem muita sorte, eu ainda estou aqui.
Eu tenho muita sorte também, aprendi que ser amado não é tudo mais.




Flores, Flores, Flores, Flores... só quero rosas em meu jardim...

domingo, 18 de março de 2012

É.


Eu cheguei perto de você cedo demais, acho que deveria ter dado um tempo aos nossos corações.
Eu tentei te prender a mim de uma maneira errada, deveria ter deixado as coisas livres.
Hoje você é 50% menos apaixonado e eu sou 50% menos sonhadora, será que isso é bom?

Enquanto eu tento falar dos meus problemas internos e o quanto isso reflete nas minhas atitudes, você já acha que sabe tudo de mim, e antes mesmo de me ouvir já arma suas barreiras e já marca tudo que digo, separando o que é aproveitavel e o que vai pro lixo.

As vezes eu te acho mais maduro, mais correto do que eu, mas você sempre quer coisa sólidas, equações e observações metódicas. E eu, não sei fazer isso muito bem, infelizmente. Meu lado emocional ainda é grande em mim, me fazendo falar uma linguagem diferente da compreendida por você, criando assim esse eterno cabo-de-guerra nosso.

Por que eu deixei isso chegar a esse ponto? Será que foi minha falta de fazer alguma coisa ou foi o excesso de fazer alguma coisa? Provavelmente será a primeira opção. Você diz que eu sempre quero brigar, que eu sempre quero conversar sobre nós, isso já deve ser um saco pra você, me desculpe, sou verbal-sentimental.

Eu deveria ter me tocado a muito tempo que existia um lado mais pesado que o outro nesse relacionamento, eu deveria ter prestado atenção de verdade, mas, eu fingi demais que não reparava e que um dia milagrosamente iria mudar tudo.
Eu queria algo em que me apoiar, algo concreto, eu até poderia me apoiar em "nós" mas eu não consigo.

O tempo passou, tudo mudou, você é diferente e eu sou mais ainda. Você me puxa de um lado e eu te puxo do outro, fazendo disso uma eterna briga e será mesmo, que isso, tudo isso, vale a pena?
Eu falo demais de problemas, talvez porque eu não aprendi a calar na hora certa, não aprendi a ser muito sábia. Eu vou começar a construir um mundo de maravilhas, uma vida perfeita mesmo que pra isso eu tenha que esconder direito a pior parte de mim.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estive pensando em minhas escolhas equivocadas, em minha falta de maturidade e a afobação presente.
Vaguei entre algumas perguntas sem respostas e entre certezas absurdas que cultivo a tantos anos.

Sempre esperamos demais dos outros, provavelmente isso faz parte do nosso lado egoísta ditando regras de como alheios devem nos amar.

Amor de verdade, só o da sua mãe. (Pode-se incluir pai.)

Engraçado é que as escolhas mais erradas são as que temos mais convicção.

E nunca ninguém vai te ligar quando estiver bem, as pessoas só querem outros por perto quando estão ruins demais pra tentar se erguer sozinhos.

Nenhuma caixa de chocolate te deixa tão bem quanto um abraço.



E eu desistiria de mim se fosse você (dai vc diz: ainda bem que eu não sou você.... E eu completo com um AMÉM!)










quarta-feira, 2 de novembro de 2011


vc é...



... mais do que eu desejava pra mim.



Você é, sem duvidas, aquele que sabe o que eu não conto, sabe o que eu minto e sabe do que preciso.


E o que eu preciso agora?




Fazendo aquele social de sempre.

Conversando com pessoas desinteressantes, comendo comida de botequim. Rindo conveniente a cada piada contada.

Evitando me tornar um tópico da historia ou um narrador.
Beliscando petisco fingindo ser suficiente pra minha fome sufocante.

-tenho fome de amor. Me respondo no silencio mantendo minha cara de infeliz, desinteressado pelos acontecimentos ao redor. Sem espanto sei que me olham com julgamento e não demoram muito a perguntar:

- se era deveras tão ruim, por que veio?


e com um misterioso agrado de um ingrato respondo sem delongas;


-pelos simples prazer de poder me sentir sozinho em outro lugar...













quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Somos tão hipócritas que nem sabemos porque odiamos outras pessoas, e quer saber a verdade? odiamos nos outros o que temos de defeito em nós mesmos.